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eu-corpo-comunicante

cada qual comunica a partir da linguagem que melhor lhe convêm, e da qual melhor uso faz...se eu enquanto atriz não consigo usar meu corpo para comunicar minhas inquietações, conhecimentos e sentimentos estou débil,
ou na linguagem errada,
algum corpo precisa comunicar,
se não for o meu que seja o de outrem... mas sobre minha construção!
Entretanto me parece impossível eu não conseguir usar esta "mídia" que tenho-sou eu física-psiquicamente.

Teatro Cine Glóriah reabre para o público


As poltronas do fundo ainda têm buracos, fechados com adesivos. A fachada não estampa o nome do novo espaço, que abrigou o antigo Cine Glória, passa por reformas até o fim do ano. Mesmo assim, a partir de hoje, o Teatro Cine Glóriah está aberto ao público. A montagem que inaugura oficialmente o espaço será Para Poe, espetáculo de horror que volta aos palcos de Curitiba depois de uma temporada de casa cheia no Novelas Curitibanas, em 2013.

Parte de um projeto ambicioso da dupla Gehad Hajar e Juliano de Paula Santos, o local será parte de um centro de produção e disseminação artística por meio da empresa Guairacá Cultural. Além do teatro, os dois adquiriram a antiga residência e ateliê do escultor Ricardo Tod (1963-2005), na Rua São Francisco. O artista é responsável pelo Cavalo Babão do Largo da Ordem.

“A ideia é criarmos um ambiente independente voltado para a cultura local. Queremos oferecer atividades de uma editora, restaurantes, cinema e teatro”, diz Hajar. Os empreendedores almejam arrecadar R$ 7 milhões para reformar os dois espaços até o fim de 2015. “Precisamos mudar a cultura curitibana de consumo de arte. Chega de depender de editais.”

Diferentemente da casa da Rua São Francisco, que só será ocupada em meados de 2015, o Glóriah estreia com a promessa de reestruturação do espaço e da programação. Até outubro, o auditório terá shows às quartas-feiras, espetáculos infantis diários para as escolas e uma peça profissional em cartaz aos fins de semana.


HISTÓRIA
Veja a trajetória do Cine Glória, que foi referência para o cenário cultural de Curitiba
Década de 1920 – Inaugurado o Cine Glória, na avenida Luís Xavier.
1940 – Com a mudança da administração, o espaço passa a ser conhecido como Cine Odeon.
1963 – Inauguração da sede do novo Cine Glória, na Praça Tiradentes.
1991 – Com baixo índice de público, o cinema é incendiado por vândalos.
2003 – A diretora Rosângela Craveiros reforma o espaço, que se torna o Teatro Celeiro.
2004 – A administração passa a ser do diretor Edson Bueno, que dá o próprio nome ao teatro.
2007 – O diretor Reikrauss Benemond adquire o teatro, que se torna o Teatro Reikrauss.
2014 – Reikrauss vende o espaço para dois empreendedores, que o chamam de Cine Teatro Glóriah.

Peça

Pioneira ao inaugurar o espaço com Para Poe, a Companhia Transitória apresenta uma montagem que discute a condição do ser humano com colagens de elementos de horror e da cultura pop. Esta serão as últimas encenações da peça em Curitiba, antes de partir em viagem para apresentar a montagem em Recife e Belo Horizonte.

O espetáculo abre uma temporada de produções cênicas cheias de “mortos-vivos”. Na próxima semana, a companhia Vigor Mortis volta em cartaz com Marlon Brando, Whisky, Zumbi e Outros Apocalipses, de Paulo Biscaia Filho, para um período de apresentações no no Guairinha.


PROGRAME-SE
Para Poe
Teatro Cine Glóriah (Galeria Pinheiro Lima – Praça Tiradentes, 106, Centro), (41) 3013-5070. Quinta a domingo, às 20 horas. R$ 40 e R$ 20 (meia-entrada). Até 31 de agosto. Classificação indicativa: 18 anos.



IX FETAEPI - Festival de Teatro Amador Estudantil de Pinhais

Evento promovido pela Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer da Prefeitura Municipal de Pinhais - SEMEL, por meio de seu Departamento de Cultura.
O Festival tem como principais objetivos: divulgar a arte teatral e sua prática entre a comunidade escolar e a comunidade em geral, bem como despertar o interesse pelo teatro; incentivar professores, estudantes e a comunidade em geral a trabalharem com mais frequência o teatro, seja na criação de grupos teatrais, ou formando uma platéia cativa; desenvolver e revelar novos talentos; inserir na comunidade a necessidade do teatro e das artes em geral como base na formação intelectual do indivíduo; despertar o interesse da comunidade pelo teatro, promovendo a interação entre comunidade geral, classe teatral e comunidade escolar; apresentar e promover artistas de outras áreas e localidades; e promover uma atividade saudável, de lazer e cultura.

INSCRIÇÕES: 18 de AGOSTO a 30 de SETEMBRO de 2014
APRESENTAÇÕES: 17 a 26 de NOVEMBRO de 2014

Mais Informações: Pinhais

Galpão Cine Horto e seu Festival de Cenas Curtas

O Festival de Cenas Curtas, realizado desde 2000, tem como objetivo estimular a criatividade, reunir artistas, revelar novos talentos e proporcionar ao público uma diversidade de linguagens teatrais. A seleção das cenas é feita por integrantes do Grupo Galpão, Galpão Cine Horto e especialistas convidados, que adotam como critério principal o trabalho de pesquisa e investigação teatral presente nas propostas.
Para cada cena selecionada, que deve ter duração máxima de 15 minutos, é concedido um auxílio-montagem. O Festival tem duração de quatro dias, durante os quais o público presente elege as melhores cenas de cada noite. Estas, somadas a uma quinta cena eleita por uma comissão de artistas, cumprem curta temporada de reapresentações no Galpão Cine Horto, dentro da Temporada das Mais Votadas. Atualmente, o Festival de Cenas Curtas é considerado um polo eficiente de estímulo criativo para artistas de Belo Horizonte e de outros Estados do país.

Mais informações no site

17ª Edição do Projeto Oficinão do Galpão Cine Horto


NOTA DE ESCLARECIMENTO DA 17ª EDIÇÃO DO PROJETO OFICINÃO


Após realizar entrevistas presenciais com proponentes de dois projetos pré-selecionados para a 17ª edição do OFICINÃO, o Galpão Cine Horto anunciou, em 27 de março, qual seria a proposta de pesquisa e criação teatral escolhida. Entretanto, ao dar início à formalização da parceria, a coordenação do centro cultural foi comunicada sobre a inviabilidade de manutenção da ficha técnica original do projeto. Após uma série de reuniões sobre o assunto, o conselho gestor do centro cultural optou por reabrir o processo seletivo, com o intuito de manter-se fiel aos princípios de equidade contidos nas regras do edital, dentre elas a da exigência de prévia apresentação da equipe participante do projeto.

Os profissionais que encaminharam propostas para a primeira versão deste edital serão novamente bem-vindos. A eles e aos eventuais novos candidatos, solicita-se a observação cuidadosa das condições aqui estabelecidas.

Ainda que esta decisão acarrete um atraso no cronograma do processo a ser desenvolvido, a direção do Galpão Cine Horto acredita se tratar do melhor caminho a ser tomado, diante das inesperadas circunstâncias. Com este posicionamento, busca preservar o OFICINÃO, projeto de importância única na trajetória do espaço.

INSCRIÇÕES REABERTAS

Depois de completar 15 anos unindo e reunindo pessoas em torno do teatro, o Galpão Cine Horto, centro cultural do Grupo Galpão, passa a limpo essa década e meia de encontros e apresenta uma reestruturação de um de seus mais importantes projetos de pesquisa e criação: o Oficinão.

A partir de 2014, esse projeto ganha novo formato, abrindo-se para propostas inéditas formuladas por coletivos de criação que tenham interesse em desenvolver suas pesquisas com o fomento do centro cultural. Ao apostar na renovação e na parceria com núcleos em formação ou grupos já estabelecidos, o Galpão Cine Horto espera aprofundar seus processos criativos, alcançar resultados artísticos ainda mais expressivos e contribuir para o êxito e para a longevidade desses coletivos. A responsabilidade artística sobre o espetáculo resultante será compartilhada entre o Galpão Cine Horto e o núcleo proponente, e a montagem passará a compor o repertório de ambos.

As propostas deverão estar ancoradas em, pelo menos, três eixos norteadores: direção, dramaturgia e atuação. Os proponentes também deverão considerar o caráter formativo dos projetos, planejando em suas pesquisas etapas que contemplem não só o aprimoramento teórico-prático dos participantes, mas também a troca com outros projetos do Galpão Cine Horto, como os Cursos Livres de Teatro, através de ensaios abertos destinados aos alunos; os Núcleos de Pesquisa; através de laboratórios práticos com a participação dos alunos-pesquisadores; e o CPMT – Centro de Pesquisa e Memória do Teatro, através da documentação e do registro de todo o processo criativo e de montagem do espetáculo. Os princípios que nortearão o desenvolvimento do processo também já deverão estar explicitados nas propostas, assim como uma previsão de cronograma e orçamento. O Oficinão, projeto que visa à reciclagem de atores com experiência e que já foi dirigido por integrantes do Grupo Galpão, residentes selecionados por edital e convidados, sempre estimulou o intercâmbio. Para a nova edição, esse caráter deverá ser preservado, permanecendo a troca de experiências entre artistas de origens diversas como foco importante do projeto. Cada proposta deverá prever a participação de um mínimo de 08 (oito) e um máximo de 12 (doze) atores, sendo que pelo menos a metade deles deverá ser escolhida por meio de seleção pública, a ser lançada pelo Galpão Cine Horto após o anúncio do resultado deste edital. A proposta também deverá trazer, em sua descrição, o núcleo de profissionais responsáveis por, no mínimo, três áreas da pesquisa e da criação: direção, dramaturgia e atuação.


ENVIO DE PROPOSTAS ATÉ 30 MAI 2014!

Declarações de Nelson Rodrigues

Como e onde pensei, pela primeira vez, em Os Sete Gatinhos? Eu tinha vinte e poucos anos, quando fui ver um vaudeville. Platéia apinhada. Gente até no lustre. O espetáculo foi uma gargalhada só, feroz e infinita. Apenas um sujeito não ria: Eu. Naquele momento, eu descobria que o riso não cabe ao teatro. Só tem sentido a peça que dilacera. Enquanto os outros riam do vaudeville, eu me imaginei numa igreja. Eu estava lá, de joelhos. E, de repente, o padre vira uma cambalhota, elástica e acrobática. O coroinha começa a engolir espadas. Os santos saem dos vitrais e de gatinhas, equilibram laranjas no nariz como focas amestradas. Eis o mistério do teatro: A peça para rir, e com esta destinação especifica, é tão obscena como o seria uma missa cômica.

Texto de Nelson Rodrigues falando sobre sua peça Os sete gatinhos.


          
            Lendo esta "confissão" de Nelson, tendo a dizer que faço minhas suas palavras, a comicidade no teatro me irrita, principalmente pelo fato de que em suma é feita de maneira pobre e clichê, e para reiterar  este pensamento tive mais uma experiência, prova disto, na sexta feira passada, com uma "peça", se é que se pode chamar desta forma, fincanciada com nosso dinheirinho.